quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Avaliação dos sistemas educativos: opção ou fator de sobrevivência?

A resposta não será simples. No sentido filosófico do livre arbítrio, do direito ao exercício de determinação do nosso caminho, será, claramente, uma opção. É opção social, política, económica: podemos, ou não, decidir avaliar o nosso sistema educativo, tendo de assumir a responsabilidade pela decisão tomada e pelas suas consequências.


Desenho de um microscópio, obtido em https://pt.dreamstime.com/imagens-de-stock-desenho-do-microsc%C3%B3pio-image22416984

 

Mas, considerando a importância que a Educação e o Sistema Educativo têm no progresso social, cultural e económico, que alternativa nos resta? Que outra ferramenta está ao nosso dispor para construir o crescimento, a evolução, o amadurecimento, a adequação à realidade em constante mudança? A resposta é simples: não existe alternativa.

Uma sociedade que queira sobreviver, de forma equilibrada e saudável, que queira enfrentar um futuro imprevisível, não conseguirá evitar a recolha de informação (consciente, organizada, sistemática) do seu Sistema Educativo e a identificação das transformações que este terá de enfrentar. Isso exige avaliação, exige recolher uma amplitude de dados que permita analisar os múltiplos fatores e realidades educativas na sua complexa relação dialética, que permita compreender a sua unidade e a partir deste ponto aferir que mudanças são necessárias para ajudar essa mesma unidade a evoluir.

Pessoalmente, a avaliação exige confronto com as minhas limitações pessoais, destruindo-as ou escalando-as. Recordo-me de iniciar o estágio pedagógico com uma ideia, simplista mas que ainda hoje agarro: “Daqui a 5 anos, avalio-me, sem dó nem piedade; se concluir que estou a mais no Sistema Educativo, saio.” Não foi uma viagem fácil, e continuará a não o ser, mas ainda não saí… tenho a agradecer, no meu caso, entre outras coisas, à teimosia pessoal, à crença de que o que a Humanidade tem de melhor sobressai com a Educação. Este balanço, de caraterísticas mais sumativas, foi sendo precedido por milhares de pequenas reflexões, mais formativas (e ainda o é, e espero que seja sempre assim), que me davam a oportunidade de analisar as informações que ia recolhendo e tirar conclusões sobre que acertos são necessários, num trabalho constante mas fundamental.

Ambos os exemplos individuais, com as devidas diferenças, podem ser ampliados para todo o sistema educativo. Na sua essência, trata-se de recolher informações pelos meios mais adequados, tirar conclusões e aplicá-las à realidade. Voltando ao título, que alternativa temos? Que possibilidade tem uma sociedade, que se pretende evoluída, no século XXI?

A resposta é simples: não há alternativa.

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